Christianity and Gender Equality

Written by  Ivo Poletto

Picture by Casa de America
Ivo Poletto
07 March 2016

The reflection on gender equality in the Christian tradition – and in the case of the Catholic church – must have Jesus of Nazareth and his Christian project as a reference; in truth, it is a reference for all in the different dimensions of life, whether personal, communitarian, economic, political, etc. This avoids a debate founded on philosophical traditions, generally innocuous and a source of divisions.

 N.B: The views expressed in this blog do not necessarily reflect CIDSE's official positions.

This is an unofficial translation, scroll down to read the original version of the blog in Portuguese.

The practice of Jesus makes clear his way of relating to all people without prejudices or discrimination. In the only episode in which an exclusive view of the "House of Israel" is expressed, the Canaanite woman reminds him that “even the dogs eat the crumbs that fall from the table of his master”. As soon as Jesus heard this, he immediately changed his attitude and declared: “O Woman, Great is your faith; it shall be done for you as you wish” (Matt 15:21-28).

Mary Magdalene was the apostle of victory over death: she was the first one to see Jesus resurrected, and was also the messenger of this great news, with the power to lift up the spirits, the faith and the courage of the “twelve” and of all disciples in their mission. Even when she was not part of the “group of the twelve”, it was her that opened the door to overcoming the faith crisis experienced by Jesus’ followers.

The communities – churches – of Jesus’ followers should be at the forefront of the assertion of equality between men and women, which signals not only “The Future Kingdom”, that the Father will realize, but should also be expressed in all steps taken to meet and carry out “God’s plan”. As a consequence of a certain influence from philosophical and cultural traditions that contaminated the original message of Jesus, the Catholic Church did not rest immune. It also participated in the prejudice, discrimination, segregation and the denial of women. Male sexist domination placed women in the position of “the origin and source of sin, linked to sexuality”.

However, there have been significant advances in the recognition of women as people and believers, who are entitled to the same rights and opportunities in the evangelization carried out by the community of Jesus’ followers. Yet, we have still not attained the situation, in Churches, where the relations between men and women fully reveal Jesus’ message and his work towards building the “Kingdom of God” in this world.

It is not only about the rules that prevent the Spirit of freely welcoming men and women, married or not, to ministries and church services. It is about a lack of sexual theology that could become an inspiring source of guidance for the steps to be taken towards effective gender equality and the meaning of love.

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A reflexão sobre igualdade de gênero numa igreja cristã – no caso, na Igreja Católica – precisa ter como referência Jesus de Nazaré e seu projeto de cristianismo; na verdade ele é a referência para todas as dimensões da vida, pessoal, comunitária, econômica, política etc. das pessoas que o seguem. Evita-se com isso o debate fundado em tradições filosóficas, em geral inócuo e fonte de divisões.

A prática de Jesus deixa claro que seu ideal é relacionar com todas as pessoas sem preconceitos e sem discriminações. No único episódio em que se expressa carregado com a visão exclusivista da “casa de Israel”, a mulher cananeia lhe lembra que também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seu senhor, e ele imediatamente muda de atitude e declara: grande é a tua fé, mulher; vá e que se realize o que você precisa...(Mt 15,21-28)
Maria Madalena foi a apóstola da vitória sobre a morte: foi a primeira a ver Jesus ressuscitado, e foi a mensageira desta boa notícia que ressuscita o ânimo, a fé e a coragem da missão dos “doze” e de todas e todos os discípulos. Mesmo se aparentemente não era do “grupo dos doze”, foi ela quem abriu a porta da superação da primeira crise de fé dos seguidores e seguidoras de Jesus.

As comunidades – igrejas – de seguidores/as de Jesus deveriam estar na dianteira da afirmação da igualdade entre homens e mulheres, sendo sinais não apenas no “reino futuro”, que o Pai tornará pleno, mas em todos os passos dados no caminho que vai ao encontro e vai realizando este “plano de Deus”. Por força de influências filosóficas e culturais que contaminaram a mensagem originária de Jesus, a Igreja Católica se tornou espaço de preconceito, discriminação, segregação e mesmo negação da mulher. A dominação machista a colocou em posição de “origem e fonte do pecado ligado à sexualidade”.

Houve avanços significativos no reconhecimento da mulher como pessoa e como crente que tem iguais direitos e oportunidades na evangelização realizada pelas comunidades de seguidores/as de Jesus. Mas ainda não se chegou em igrejas em que as relações entre homens e mulheres revelem Jesus e sua mensagem e suas práticas de construção do Reino de Deus já neste mundo.

Não se trata apenas das normas que impedem o Espírito de atrair livremente para todos os ministérios e serviços eclesiais homens e mulheres, casados ou não. Trata-se da falta que faz uma teologia da sexualidade, que se torne fonte iluminadora dos passos a dar na direção da igualdade efetiva de gênero e do sentido do amor.

About the author:

Ivo Poletto is a Philosopher, Theologian and Social Scientist, National Advisor for the Forum on Climate Change and Social Justice (Brazil).

 

 


Last modified on Tuesday, 15 November 2016 16:26

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